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Fluminense conquista a Liga das Américas

Tricolor bate Sidekicks do México na final.

Data: 13/10/2014
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Um feito inédito para o futebol 7 brasileiro. Na noite deste domingo (12), no Coliseu Manuel Bonilla, em Lima, no Peru, o Fluminense venceu o Sidekicks-MEX por 3 a 2 na final da Liga das Américas, uma espécie de Libertadores da modalidade. Os gols foram de Zé Renato, Vini e Wruck. Além do título, o Tricolor das Laranjeiras ainda garantiu vaga na Liga Mundial, que vai acontecer em Curitiba no mês de dezembro.

O jogo foi duríssimo para o Fluminense. O Sidekicks jogava sempre em velocidade e tinha atacantes habilidosos, como o camisa 9 Garcia, que levou a melhor na maioria das jogadas individuais que tentou. O Tricolor, por sua vez, soube usar o que tem de melhor: contra-ataques aliados à solidez defensiva. Foi dessa maneira que a equipe brasileira suportou a pressão adversária e achou seus gols. Destaque também para o goleiro Igor, que teve grande atuação.

Apenas um gol na primeira etapa

O primeiro tempo teve momentos distintos. O começo foi todo do Fluminense, que criou diversas oportunidades. A primeira delas já resultou em gol. Quando o cronômetro marcava dois minutos, Kadu cobrou lateral pela direita, o goleiro Geovanni agarrou, mas logo em seguida deixou a bola escapar. Zé Renato aproveitou a falha e empurrou para o gol vazio, abrindo o placar.

Dois minutos depois, o mesmo Zé Renato teve chance, de cabeça, de ampliar, mas a bola passou à direita. Aos sete, Igor salvou chute de Palacios que entraria no ângulo do gol tricolor. O Fluminense marcava a saída de bola do Sidekicks desde o goleiro, dificultando o jogo mexicano. A ligação direta do goleiro para o ataque e os "chutões" eram frequentes. 

Zé Renato, aos 12 minutos, arriscou da altura da marca de shoot-out e o goleiro Giovanni salvou. No lance seguinte, Betito ainda salvou , em cima da linha, um chute do ataque tricolor. A partir daí, o jogo ganhou um outro cenário. O Sidekicks cresceu e começou a pressionar o Fluminense. 

A primeira grande chance do time mexicano foi aos 21 minutos: Palacios ficou cara a cara com Igor, driblou o goleiro tricolor e chutou para fora, perdendo grande oportunidade. Dois minutos depois, Rian perdeu bola na zaga para Omar Tapia, que chutou, mas foi bem abafado por Igor. No último lance da etapa inicial, a chance mais clara do Sidekicks: o camisa 15 Edgar Martini chutou colocado da intermediária, a bola bateu na trave esquerda, atravessou a área passando em frente à linha e saiu do lado direito.

Flu suporta pressão no final

Como não poderia ser diferente, o Sidekicks se lançou ao ataque na segunda etapa. Apesar disso, o time não era efetivo e ainda dava espaços, que o Fluminense soube explorar em velozes contra-ataques. No primeiro deles, aos três minutos, Kadu carregou pela direita, rolou para o meio e Alan, de frente para o gol, bateu por cima. No lance seguinte, foi a vez de Tiaguinho assustar em chute de bico, que passou à direita.

Em bela jogada, aos cinco minutos, Miguel correu da esquerda para a direita do campo, em diagonal, e deu passe de calcanhar para Wruck, que bateu e viu Coriche fazer grande defesa. O Fluminense finalmente achou seu segundo gol aos sete minutos. Da esquerda, Kadu deu belíssimo passe, a bola passou por dois marcadores e pelo goleiro até chegar em Vini, que, de carrinho, no segundo pau, escorou para a rede.

A partir daí, só deu Sidekicks. Aos dez minutos, Betito cabeceou a um metro da linha, mas Igor teve reflexo e desviou a bola, que veio em sua direção. No minuto seguinte, Garcia cobrou falta dando passe no segundo pau. A defesa tricolor cochilou e Alvarez, embaixo da trave, empurrou para a rede, descontando o placar.

O Fluminense reagiu com Vini, que bateu no cantinho e viu Coriche voar para fazer grande defesa. Aos 17, o goleiro Igor fez duas defesas seguidas. Na primeira, ele espalmou para frente e correu para a bola para abafar o segundo chute, salvando o Tricolor das Laranjeiras. Dois minutos, novo milagre: após passe da esquerda, o ataque mexicano, a dois metros do gol, chutou e Igor caiu para encaixar a bola. Mesmo com toda a pressão, o Fluminense achou espaço para o terceiro gol aos 20 minutos, em jogada individual de Wruck. O capitão tricolor carregou pela esquerda e chutou, de canhota, no ângulo.

Tendo que buscar dois gols em cinco minutos, o técnico Ortigoza colocou Bogar Moreno como goleiro-linha e o Sidekicks foi com tudo para o ataque. O Fluminense, por sua vez, se fechou e ficou com todos os homens no campo defensivo. Aos 25, Igor saiu mal do gol, Tapia pegou o rebote e chutou no travessão. O jogo ganhou acréscimos devido aos pedidos de tempo dos treinadores, o que deu brecha para mais um gol mexicano, aos 27 minutos. Alvarez chutou da esquerda, rasteiro, e, após tocar em Igor, a bola entrou no canto. O jogo ganhou contornos dramáticos nos segundos finais, mas já não havia tempo para mais nada e o Fluminense assegurou a vitória e o título.

Fonte: Jornal F7

A Liga parabeniza o gestor Edson Henriques, o treinador Marco Fialho, sua comissão técnica e jogadores pela conquista.


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