Entre uma partida e outra, ao aguardarem por sua vez de participar do ludopédio, Ralph e Renan, que viriam a se tornar presidente e capitão, respectivamente, iniciaram um debate sobre a possibilidade de se fundar uma equipe capacitada à desbravar os campos mais longínquos e remotos do tão cobiçado mundo do Fut7.
A ideia, que soou como música para ambos, logo ganhou força e apoio dos primeiros membros honorários da, ainda sem nome, mais nova equipe de futebol society. Gela Antunes, Bê “DJ” Lima, Diego D’nino, Tiago Lopes, Diego Soeiro e João Victor Arcoverde foram os primeiros a acreditarem no projeto e investirem seu dinheiro e, principalmente, tempo para tornar o sonho possível. Pronto, a caixa de pandora havia sido aberta. Está criada a equipe!
O nome havia de ser a nova prioridade dos buliçosos atletas que ansiavam por iniciarem sua longa jornada, fazendo Frodo parecer não mais que um camponês preguiçoso em sua saga com o anel. Inspirados na cantilena que compusera o rapper Playmobil, um grande amigo dos demais, Pá&Bola pareceu encaixar como um luva. Não havia uma razão, sequer, para cogitar outra alcunha. A primeira liga a ser cogitada pelos paebolianos não poderia ser diferente, o Society Carioca de Maranhão tinha prioridade no coração e na mente daqueles que decidiam se aventurar nos certames porvindouros do Alto da Boa Vista e Pau Ferro.
Ao perceber-se que “o buraco era mais embaixo”, quando se tratava de acarar equipes tarimbadas dos gramados sintéticos, fez-se necessário chamar um adormecido gigante (de futebol) para reforçar a esquadra nero-bianca. Foi então que o Pázão, como conhecido por seus fanáticos apreciadores, fez a melhor de suas escolhas, chamou Daniel D’nino.
Foram meses de negociações, até que o Dener vivo sujeitou-se a experimentar em que pé andava sua forma futebolística, uma vez que havia anos que não calçava, sequer, um sapatenis, por se dedicar exclusivamente ao futevôlei e slackline, que dirá uma chuteira propriamente dita. Um ditado nunca espelhou tanto a realidade como dessa vez: “quem é rei nunca perde a majestade”.
Daniel seguia precedendo sua reputação de outrora. Uma mistura de Edgar Davids, Abedi e Camanducaia, fazia com que se tornasse imprescindível no meio de campo do Pá&Bola e então, finalmente, posicionando a equipe como uma das mais temidas da zona oeste carioca. Daí pra frente é somente balela e murmurinho de enciumadas equipes do outro lado da montanha. Os shovels ainda seguem escrevendo sua história em uma árdua e laboriosa jornada rumo à primeira divisão da liga. Sempre avante, Pazão!